Marcelo Déda - Fundador, Jackson Barreto - Governador do Estado, Fernando Mota - Presidente do Banese e Ezio Déda - Diretor Superintendente do Instituto Banese.

PALAVRA DO FUNDADOR

O Museu da Gente Sergipana completa um ano aberto ao público. Parece que foi ontem que inauguramos este patrimônio do povo sergipano. Lembro-me que na inauguração falei sobre a importância da preservação da nossa história e da nossa memória edificada numa obra que resume com talento e maestria a rica experiência de ser um sergipano ou uma sergipana.
Este museu foi criado para elevar a autoestima do povo sergipano, para que nós possamos ter orgulho da nossa terra e do nosso povo, para que possamos perceber a grandeza da contribuição que o menor Estado do Brasil ofereceu à nação brasileira.
No museu, nós podemos ter contato com a nossa cultura, desde a mais erudita, por meio da vasta e rica obra de Tobias Barreto, às manifestações mais populares, temos acesso às histórias de luta do nosso povo, ao nosso folclore, a nossa literatura tradicional ou de cordel, às delícias da nossa culinária, enfim, tudo aquilo que representa ser sergipano. Para aqueles que vêm de fora, conheçam melhor a alma da nossa gente. E para nós, sergipanos, sairmos daqui orgulhosos de termos nascido neste pequeno, mas belíssimo pedaço do Brasil.
Eu acompanhei a construção, a chegada de cada equipamento e a cada capítulo que eu via, mais eu me entusiasmava. Acredito que um banco como o Banese não teria outra forma de agradecer aos sergipanos por 50 anos de confiança, por 50 anos de credibilidade, se não através de uma obra como essa. Porque essa obra tem como principal objetivo reafirmar a grandeza do nosso Estado, a singularidade da nossa cultura e a beleza do nosso povo.
Que esse prédio cumpra sua função precípua que, a meu ver, é despertar o amor por Sergipe e pelos sergipanos.

Marcelo Déda
Governador de Sergipe

PALAVRA DO SUPERINTENDENTE

O Museu da Gente Sergipana é um projeto do Governo do Estado com o Banese, realizado através do Instituto Banese, que marca o cinquentenário do banco. Sua idealização trouxe consigo a busca de se traduzir em um espaço o significado da sergipanidade – que são traços culturalmente fisionômicos caracterizadores da gente sergipana, seja através da diversidade de manifestações folclóricas e artístico-culturais, história, geografia, culinária, festas, patrimônio arquitetônico, hábitos, costumes e modos de vida. O Museu é um caleidoscópio multifacetado de onde se pode vislumbrar a nossa gente.
A sua construção promoveu a aglutinação de diversos aspectos significativos: a restauração do prédio do Atheneuzinho e sua adaptação para o novo uso, a vasta pesquisa de conteúdos para alimentar a diversidade do acervo e a concepção expográfica inovadora que, associada aos recursos interativos de multimídia, possibilita uma marcante experiência sensorial.
Cotidianamente, o Museu recebe grupos de visitantes das mais diversas localidades, estudantes de todo o estado, sergipanos e turistas. É perceptível o processo gradativo de formação e de valorização da cultura sergipana, transmitida através de uma nova narrativa museográfica que provoca a interatividade.
Em um mundo globalizado é cada vez mais necessária a valorização da cultura local como parâmetro de referência e pertencimento. O Museu da Gente Sergipana vem estabelecer vínculos de intercâmbio cultural e demonstrar que o local pode e deve dialogar com o global, numa perspectiva de perenidade dos valores culturais de cada povo. Este museu é um patrimônio imensurável no processo de fortalecimento da sergipanidade - é o maior legado que o Governo do Estado e o Banese poderiam prover para as futuras gerações.

Ezio Déda
Diretor Superintendente do Instituto Banese